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Santidade aos 18 anos
Uma jovem bela, cheia de vida, atleta, ativa.
Uma jovem normal, uma cristã.
Depois, inesperadamente a doença, a agonia, a morte.
Uma escalada rápida para o Céu.

Conheça mais essa história de Santidade jovem...


"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril".

Oscar Wilde



"Pegou me deu um laço,
Dançou bem no compasso,
De prazer levantou poeira.
Poeira
Poeira
PoeiraLevantou poeira!
Poeira
Poeira
Poeira
Levantou poeira!"
Você  certamente já deve ter ouvido a música acima, mas agora eu te pergunto: Ei! Você que ficou "levantando poeira" no carnaval, já parou pra pensar que também somos pó? Ei! Tenha sido você a Odalisca ou o Homem Aranha, já se certificou de não ter esquecido de tirar nenhuma máscara?... 

Há...mas como tudo seria tão mais fácil se as máscaras se resumissem somente às fantasias de carnaval...! Pena que as máscaras mais difíceis de tirar estejam justamente onde deveríamos ser os mais autênticos possível: no trato das nossas almas, no nosso relacionamento com Deus e com o próximo. 
Na quarta-feira de cinzas, quando a alegria do mundo já foi festejada (e realmente espero que você que me lê agora a tenha festejado de maneira saudável), nos preparamos para festejar a verdadeira e eterna alegria, a de sermos filhos de Deus. E como sabemos isso só se tornou possível graças a um certo nazareno...chamado Jesus! Por Ele e por Seu sacrifício na cruz, nós recebemos o "crachá" de filhos de Deus e o "passaporte" para a vida eterna. Portando, devemos nos preparar para em breve, meditar a Paixão de Cristo e, depois, junto com ele celebrar a Páscoa, que é a festa da vida, ou melhor a festa da vida NOVA, a festa da  nossa readmissão no departamento celeste.
 Porém, como toda grande festa merece adequada preparação, com a festa da ressurreição do Senhor não seria diferente, e nem poderia! Pensando nisso, a Igreja nos apresenta desde ontem a Quaresma. Inicia-se um tempo onde a prática do jejum, da penitência e da caridade deve tornar-se mais intensa, e acima de tudo, inicia-se um tempo de renovação da INTIMIDADE com Deus. Já parou pra pensar como tem sido seu relacionamento com Ele? Será que realmente há um relacionamento?  
Falando em definição concreta, Quaresma é o tempo litúrgico da conversão, onde devemos buscar maneiras de nos aproximar de Deus através do arrependimento dos nossos pecados. Dura quarenta dias (da quarta-feira de cinzas até o Domingo de Ramos). É um tempo de recolhimento, silêncio (tanto que nas celebrações da missa, o uso dos instrumentos musicais é mais moderado como um sinal de valorização da interioridade e a cor litúrgica é o roxo, sinal de sobriedade). É uma ótima oportunidade para buscar a confissão, para que cientes dos nossos pecados, possamos buscar a força para não mais comete-los.
E aí, está pronto para se preparar para a festa do Senhor? Você sabe que é convidado especial, né?! Se não fosse assim, o dono da festa não teria feito questão de vir aqui na Terra pessoalmente para nos convidar a celebrar a vida com Ele!
 Há... e quem disse que Quaresma é tempo de tristeza? Não mesmo! É tempo de experimentarmos a verdadeira alegria que vem de um coração transbordante de amor, afinal, é esse tal de amor o grande protagonista do que vamos celebrar! Foi por amor que Ele foi entregue, foi por amor que Ele padeceu, foi por amor que ele foi chagado, foi por amor que Seu sangue foi derramado e Seu peito transpassado...  Não foram os pregos que seguraram Cristo na Cruz, mas o amor Dele por todos nós e foi por amor que três dias depois Ele ressuscitou, já que nem a sepultura conseguiu conter a força desse sentimento extraordinário...
Portanto, se esta é a festa do amor, nunca é demais lembrar que a  primeira consequência do amor a Deus é o amor ao próximo. Lembra do "Amai-vos uns aos outros como um dia Eu vos amei"? Se existisse um manual de instrução de como viver bem a Quaresma, esse provavelmente seria seu título. 
E nunca se esqueça de que nenhum sacrifício é válido quando não é fruto de uma vontade sincera. A oração, o jejum e a penitência são as três grandes bases da quaresma, mas acima de tudo, elas devem ser uma decisão de amor. Não há uma arma apontada na sua cabeça obrigando-o a fazer o que não deseja (desculpe-me pela comparação tão esquisita), portanto, quando decidir fazer algum sacrifício à Deus que seja por que O ama, e não por qualquer outra coisa. Essa palavra sacrifício é bem forte, não é? Ela sempre foi símbolo de grandes atos, mas talvez esteja na hora de perceber que  procurar ser mais simpático, reagir com serenidade à quem te ofendeu, buscar a humildade e superar aquela mágoa que tá aí guardadinha há um tempão também são sacrifícios oferecidos à Deus.
É hora de tirar as máscaras de pecado, e preparar-se para vestir sua alma de roupa de gala, a festa da vida nova está próxima...


Uma Santa Quaresma a todos =D



Há muitos santos modernos agindo em nome de Deus e vivendo uma caridade séria, não fingida, sem caricatura e sem teatralidade. Não parecem santos, mas o são. Guardaram-se para seu Criador, aceitam Jesus, vivem para sua família, para o grande amor de suas vidas, são fiéis à verdade, aos amigos, à palavra dada, e ao seu batismo.

Não têm nem cara nem trejeitos de santos, mas estabeleceram um projeto de vida e o constroem tijolo por tijolo, ato por ato, coerência por coerência. Muitas pessoas nem percebem que eles são santos, porque são gente de carne e osso como nós. Mas uma análise do que fazem pelos outros, da sua humildade, da sua fé e da sua serenidade aponta para mais um dos santos que Jesus formou.

Diferente é o santo fingido. Ele decidiu que gostaria de ser visto como santo pela projeção social, como no tempo de Jeremias, 650 anos antes de Jesus e no tempo do próprio Jesus, quando posar de santo e de profeta dava lucro e angariava louvores e primeiros lugares. Então muita gente fingia jejuar e orar ostentado uma santidade que não tinha. E havia os que garantiam que Deus falava com eles e que eles sabiam levar a Deus [aos demais]. Ganhavam seu sustento com sua cara de santos. Isaías, Jeremias, Jesus e os apóstolos alertaram sobre eles.

Mas como muita gente adora uma novela e não dispensa um teatro, sempre haverá quem despreze o santo sereno que não dá espetáculo e corra atrás do que grita, chora, esperneia, garante visões, revelações quentíssimas, curas e milagres em local dia e hora marcados. Trocam a verdade, a simplicidade e a honestidade do santo que não faz marketing pelo "pseudossanto" que dá espetáculo, cura dramaticamente, entrevista o demônio ao microfone e transforma a fé em espetáculo.

Até que ponto isso é válido? Que santidade é essa em que não só a mão esquerda sabe o que faz a direita como também câmeras e microfones veiculam aquilo para todo o mundo? O mesmo Jesus que disse para anunciar a verdade por sobre os telhados e que nossa luz brilhasse, teve o cuidado de mandar que orássemos de portas trancadas e que não fizéssemos alarde da nossa caridade e dos nossos carismas. Ele mesmo pedia que os beneficiados por Ele não espalhassem a notícia.

Jesus, que é santo de verdade e nunca fingia poder ou santidade, e que nos pediu que seguíssemos Seu exemplo a ponto de, elogiados e incensados, dizermos que não fizemos mais do que nossa obrigação e que não buscássemos os primeiros lugares, este mesmo Jesus concordaria com o que se vê na mídia religiosa de hoje?

Uma coisa é ser santo sem caricatura, sem cabeça torta, sem chorar orando e dando murros no chão, sem dramaticidade televisiva, com atos de justiça que só Deus vê porque aquele cristão não divulga o bem que faz. Outra coisa é buscar os holofotes e desabridamente, sem nenhum escrúpulo, chamar a atenção para si mesmo, para sua obra e garantir que Deus quer que ele ou ela apareçam para Sua maior honra e glória. Pior ainda: ganhar dinheiro grosso em cima dessa exibição de santidade. Cristo condenou e criticou os fariseus que assim agiam.

Santo que é santo não finge que o é. É discreto. Faz o que deve fazer e foge do incenso, das condecorações e dos elogios. Há santos de verdade ao nosso redor e há caricaturas de santos vendendo e ostentando uma fé que aponta mais para si mesmos do que para Jesus, cujo nome usam com estardalhaço.

Você que crê na Bíblia terá que escolher a quem seguir. Aos que dão a entender que são os novos santos ou os que nada dizem; simplesmente vivem a Palavra e a praticam.

Se você é dos que dizem que ainda não estão convertidos, mas que estão se convertendo, merecerá mais crédito do que os que garantem que Jesus os salvou e que eles sabem o caminho. Em termos de fé quem segue procurando está mais perto do que aquele que diz ter achado e agora aponta para si mesmo como exemplo do que Deus faz por um pecador. Eu prefiro o santo que aponta para os outros convertidos e santos e não fala nada sobre si mesmo, exceto que precisa de preces para ser mais de Cristo.

Desconfiemos de santos que gostam de medalhas, condecorações, incensos e elogios. Apostemos em que só os aceita por obediência.


Pe. José Fernandes de Oliveira - Pe. Zezinho, sc
Fonte:http://cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12625








"Somos o que fazemos para mudar o que fomos"
Guilherme de Sá